Vou-me Embora pra Pasárgada

                                                 manuel bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

 

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive

 

E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar
 



Livia Polonis 03h05
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AS COISAS NÃO PRECISAM DE EXPLICAÇÃO, SEJA LIVRE A SENTI-LAS...

observe a foto, e sinta o  q  puder e quiser...



Livia Polonis 02h42
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PEQUENA ÁFRICA COMO BERÇO-batuque bom de história

Este texto fala sobre a história do samba.Amo o  ritmo e me sinto inspirada   e orgulhosa por  ele ser brasileiro...

 

 

O samba surge no início do século XX a partir da mistura de ritmos e danças como o lundu, o maxixe, o caxambu e o jongo, com movimentos da capoeira. É criado pelos negros da Bahia que migram para o Rio de Janeiro, então capital da república, em busca de melhores condições de vida. Os morros próximos ao centro da cidade e os cortiços servem como locais de habitação para os que chegam. Em pouco tempo a região que vai da Zona Portuária até a Cidade Nova – chamada de Pequena África, devido à predominância da população negra – se transforma em reduto de sambistas.Na primeira década do século passado e nos anos 1910, a imagem do samba está associada às “classes perigosas” – negros, pobres, desempregados. As primeiras rodas de
sambista, ou batuques, reúnem compositores, cantores, músicos e capoeiras (precursores de um personagem típico do imaginário coletivo carioca, o malandro). Não basta cantar,
tocar ou compor; é preciso ser bom de briga, pois também fazem parte da disputa dos partideiros rasteiras e pernadas. É respeitado quem se mantém de pé.Na década de 1920, dois fatos são determinantes para a consolidação do samba enquanto manifestação cultural. O sistema de gravação deixa de ser mecânico e passa a elétrico. A novidade tecnológica deduz os custos da produção dos discos, amplia a vendagem e permite que sambistas registrem em vinil suas composições.Há ainda a implantação do rádio no Brasil. O novo meio de comunicação cria o mercado de consumo de música em larga escala e estimula o surgimento de cantores, músicos e compositores. O samba, música popular de maior sucesso no Rio de Janeiro, desperta o interesse de Getúlio Vargas nos anos 30. O ritmo das “classes perigosas” é elevado à condição de
símbolo da identidade nacional, exemplo da criatividade de um povo. Atrai a atenção da classe média e gera os primeiros grandes ídolos do disco. Francisco Alves, Mário Reis, Noel Rosa e Carmem Miranda são alguns dos astros – a maioria deles formada por brancos. O desfile das escolas de samba, antes alvo de repressão policial, é oficializado em 1935 e ganha o apoio da Prefeitura do Distrito Federal. As escolas de samba conquistaram a simpatia do poder público graças ao sucesso da novidade dos enredos com temática nacionalista nos desfiles; o que posteriormente passa a ser uma regra imposta pelo governo Vargas. Os sambistas, muito antes das autoridades, identificam a importância de ressaltar aspectos da história do Brasil em suas apresentações, pois isso apagaria a imagem de desordeiros. A lembrança dos antigos capoeiras e de suas violentas rodas de bamba ainda está presente em vários setores da sociedade.O Estado Novo investe maciçamente na divulgação do samba. A música atua como canal privilegiado de comunicação entre governo e população. O poderoso Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) da ditadura Vargas utiliza a Rádio Nacional, inaugurada em 1936, para levar ao país “um ritmo genuinamente brasileiro, fruto da união de três raças”. O discurso ufanista aprovado nos desfiles das escolas de samba é logo assimilado pelos compositores, que criam o samba-exaltação, marcado por letras patrióticas e arranjos de orquestra. O maior exemplo do estilo é Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, gravada em 1939.Os anos 1940 e 50 marcam o auge da era do rádio e representam o período de consolidação do prestígio artístico do samba. O ritmo musical se torna mais complexo e dá origem a filhotes. Surgem o samba de breque, o samba de gafieira, o samba-canção e o sambalanço, entre outros. Já a segunda metade do século XX reserva aos sambistas períodos de relativo esquecimento e de retomada do sucesso.

 

marlucio luna

 



Livia Polonis 00h31
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ABRA OS OLHOS: OS REIS ESTÃO AQUI

um retrato da cultura e da fé do povo de santos reis. (lucilene beleboni-lucas de camargo- rafael barbero)

Estamos tão acostumados com anos e anos de natais festejados como se a neve de um falso dezembro estivesse caindo de nossos telhados, em casas com chaminés por onde no meio da noite crianças loiras de olhos claros esperarão um bom "velhinho", de calças vermelhas e longas barbas brancas, que pouca gente nesse País sabe que de sul a norte temos, sobretudo em nossos mundos rurais, algumas das mais belas tradições natalinas de todo o mundo.As folias de Reis, Folias de Santos Reis, folias dos três reis magos talvez sejam um dos melhores exemplos.Grupos de homens errantes, foliões dos três reis santos que dura dias e dias caminham de casa em casa.Eles se reconhecem refazendo ritualmente a "jornada dos três magos a caminho de belém.Caminham por estradas de barro , entre ruas e mesmo avenidas de uma cidade, pois muitas folias migraram com seus artistas e devotas da "roça para a cidade".Chegam a porteira de um sítio, na porta de uma casa.Cantam e fazem soar os seus instrumentos rústicos e típicos de nossas tradições camponesas.Anunciam a jornada dos reis magos.Cantam pedindo para entrar na casa.Cantam e oram bençãos.

O que pensariamos nós, para quem uma missa de natal de pouco menos de uma hora já é tempo demais, desses devotos que jornadeiam durante vários dias, levando horas e horas de cada dia para celebrar, entre toques, cantos,danças,rezasde terço e outras trocas festivas, o "nascimento de jesus" e a visita dos reis magos?

Que estas imagens de uma piedade singela, entretecida com expressões tão rústicas e tão comoventes de partilha e de solidariedade, nos sirvam para lembrar que aqui mesmo, entre nós e através das pessoas mais simples-não raro as mais esquecidas-guardamos através dos anos uma das formas comunitãrias mais comoventes de celebrar o natal. Longe do que nos chega "de fora" e tão pouco a ver com a alma e a arte do nosso povo, preservamos nas folias a lembrança de em algum lugar do ano, todos os anos, um menino vem ao mundo para NOS DIZER QUE AINDA HÁ MOTIVOS PARA O AMOR E A ESPERANÇA.

doutor carlos rodrigues brandão

 

  



Livia Polonis 23h19
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"FAZE O QUE TU QUERES, HÁ DE SER TUDO DA LEI"

Percebemos que a nossa verdadeira vontade é nossa obrigação, ou nossa obrigação é fazer a nossa vontade.Será sempre "toda a lei".

Portanto faze o que tu queres. + PQ  devo fazer o que quero?? Pq será o todo da lei.

Se é tudo da lei, o homem tem o direito de cometer genocídios, assegurados pela lei?

 

o amor é a lei, amor sob vontade......

 



Livia Polonis 23h52
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